18 de outubro de 2016

Ligue os Pontos: tecnologia e inovação na cadeia do alimento

Semana4

Nesta sexta (21), às 13h30 no MobiLab, apresentaremos o Ligue os Pontos – projeto que fomenta a agricultura agroecológica local em áreas de proteção de manancial utilizando tecnologia, evento participante da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Programação: 

Abertura

Priscila Specie (Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano)

Ciro Biderman (Coordenador do MobiLab e Diretor de Inovações da SP Negócios)

Sandra Faé (Secretária Adjunta da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo)

 

Apresentação do Projeto

Palestrantes: Anna Kaiser e Marcela Ferreira

 

Painel 01: Agroecologia em São Paulo

Agricultura agroecológica em São Paulo hoje: condições, potencialidades (Maria Lucia Ramos Bellenzani)

Negócios de impacto social e agroecologia (Tomás Abrahão)

Políticas públicas para a agricultura agroecológica em São Paulo (Cristiano Mendes)

 

Painel 02: Logística, Tecnologia e Inovação

Economia compartilhada (Logbee)

Plataforma de integração de iniciativas. (SP Negócios/ Antonio Ravioli)

 

Painel 03: Consumo e comercialização (60 minutos)

Políticas públicas para a segurança alimentar (Marcelo Mazzeta)

Oportunidades da cadeia da agricultura (Fruta Imperfeita)

Comercialização da agricultura familiar (Manuela Maluf Santos)

 

Debate

Mediador: Ivo Pons

 

 

Mais sobre o projeto:

Usar para preservar: A política mais sustentável para o território rural é reconhecer o seu potencial econômico. O projeto LIGUE OS PONTOS fomenta a agricultura agroecológica local em áreas de proteção de manancial, utilizando a tecnologia como ferramenta de integração entre agentes, políticas públicas e oportunidades de um mercado cada vez mais importante.

São Paulo tem enfrentado um grave problema de abastecimento nos últimos anos. O grande manancial no Sul da cidade, que fornece água para mais de 5 milhões de pessoas, está em risco devido ao crescente nível de contaminação. A ocupação informal de terras nas bordas da cidade é um fator determinante para essa situação. As tentativas anteriores de preservar esse território, baseadas na proibição estrita do uso do solo, acabaram resultando no efeito oposto e o espraiamento urbano já tomou as suas bordas.

Entre os assentamentos informais existentes e as áreas de preservação permanente, com remanescentes de Mata Atlântica na fronteira sul do Município, existe extenso território rural. Agricultores familiares ocupam 25% dessa área. Os habitantes da região enfrentam dificuldades socioeconômicas e vulnerabilidade devido à escassez de oportunidades de trabalho locais e baixa renda. Diante dessas condições, eles tendem a evadir.

A agricultura é uma alternativa sustentável para essa área — em especial a agroecológica —, mas ela não gera valor suficiente para que o produtor desconsidere a venda para os loteadores ilegais. A crescente demanda por produtos saudáveis — o Brasil é o quarto maior mercado do mundo — é uma oportunidade não acessada por esses pequenos produtores devido a problemas logísticos e informação imperfeita.

Nossa estratégia é ligar os pontos. Utilizando a tecnologia como ferramenta de integração e coordenação de iniciativas existentes e informações, fomentamos a cadeia de valor da agricultura local. Conectando o potencial produtivo do território rural à dinâmica da maior economia urbana brasileira, criaremos ligações sustentáveis, de forma que os cidadãos locais possam se valer disso. Estimulando uma economia verde consistente, evitamos que as áreas cultiváveis sejam tomadas pela urbanização informal e coloquem em risco a segurança hídrica da cidade.

Confira a programação completa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia aqui.

 

 

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