Selecionamos dez startups para a segunda fase do programa Residência MobiLab 2.0

Nesta segunda e última fase do processo de seleção, as startups deverão apresentar seus projetos à Comissão Julgadora no próximo dia 20 de outubro.

O MobiLab e a São Paulo Negócios (SP Negócios), por meio da política Tech Sampa, lançaram dia 17 de setembro a segunda edição do Residência MobiLab, o programa de residência para startups da cidade de São PauloA ação selecionará até 10 (dez) startups que desenvolvam soluções tecnológicas com potencial impacto positivo nos desafios relacionados à melhoria da mobilidade urbana da capital.

Na primeira etapa de seleção, recebemos 17 propostas e selecionamos 10 startups finalistas, que apresentarão seus projetos para a Comissão Julgadora. Dentre as finalistas selecionaremos até 10 (dez) startups que ficarão 6 meses trabalhando no Espaço Coworking do MobiLab, recebendo mentoria, acesso a dados, apoio técnico e muito mais. Conheça aqui as startups da primeira edição do programa.

  1. Startups finalistas

Startup Projeto/Solução Responsável Pontuação
OptMove Soluções em Mobilidade Leva Eu Ricardo Alexandre Silva Shimabukuro Victorio 40
HelpCars HelpCars Bruno de Melo Aurélio 37
ClickFretado ClickFretado Saulo Silva Assis 35
Safe Ride Brasil Safety Adriana Mallet Toueg 34
UseBike UseBike Guilherme Cury Rovai 34
SafeTruck SafeTruck Gustavo Suim 33
DeliveryFor.Me Hub Delivery Jonathan Matos de Oliveira 31
Jump Tecnologia Jump Park Gustavo A.R.C. Cabral 30
NosTrinques NosTrinques Ivan Cesar de Oliveira 30
Tá Entregue Tá Entregue Raphael Paschoal Pouza Galvão 30

Como será a segunda etapa de seleção?

As 10 startups finalistas estão habilitadas para participar da segunda etapa – apresentação dos projetos, no próximo dia 20 de outubro (quinta-feira) às 14h00 no Espaço Eventos do MobiLab, localizado na Rua Boa Vista, 136, mezanino – Centro.

O evento será aberto e contará com transmissão ao vivo, garanta já sua inscrição aqui.

A startup finalista que não comparecer ao pitch estará automaticamente desclassificada do programa.

As informações sobre este evento estarão disponíveis no site ou através do correio eletrônico smtmobilab@prefeitura.sp.gov.br.

Acesse aqui a ATA da Comissão Julgadora.

Aplicativo ajudará idosos e pessoas com deficiência a encontrar vagas de estacionamento em São Paulo

Vaga Acessível, Cidade Legal – a solução da Parknet mapeará e receberá denúncias sobre vagas reservadas a idosos e pessoas com deficiência

Você sabia que em São Paulo existem mais de três mil vagas de estacionamento em vias públicas reservadas para idosos e pessoas com deficiência? Agora pense na dificuldade em encontrá-las nesta cidade de 1.523 km²? Para facilitar esta busca, será lançado no dia 9 de setembro, às 10h, na sede do MobiLab, o aplicativo Parknet, que mapeará todas as vagas públicas destinadas a estas pessoas no município.

O aplicativo, desenvolvido por uma das startups do Residência MobiLab – programa que fomenta empreendedores que desenvolvem soluções inovadoras voltadas à mobilidade -, disponibilizará a localização de todas as vagas reservadas a pessoas com deficiência e idosos, com possibilidade de traçar rotas até o local de estacionamento desejado.  Além disso, o software terá um ambiente colaborativo, em que os usuários poderão notificar a existência de vagas ainda não mapeadas, ou ainda, fazer denúncias dos locais ocupados irregularmente.

De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a capital possui 2,7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, sendo que 810 mil pessoas com deficiências mais severas. Para grande parte desta população, é de extrema importância que existam estes espaços reservados que facilitam a locomoção e segurança.

O Decreto Federal 5.296 de 2004 e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) nº 13.146 de 2015 definem a reserva de 2% dos locais de estacionamento destinadas a pessoas com deficiência.

Para utilizar estes espaços de estacionamento destinados a pessoas com deficiência no município de São Paulo é necessário possuir o Cartão DeFis-DSV. Só podem solicitar este documento pessoas com deficiência física ambulatória nos membros inferiores ou autônoma (decorrente de incapacidade mental), com mobilidade reduzida temporária com alto grau de comprometimento, com deficiência visual e com dificuldade de locomoção. Os usuários que se encontram nestas condições devem comparecer a DSV – Autorizações Especiais -, localizada na Rua Sumidouro, 740, Pinheiros, com documentação pré estabelecida, no site http://bit.ly/1tOS7cM.

Participe do lançamento! Faça sua inscrição aqui: http://even.tc/va

Lojas para baixar o aplicativo:

Android: http://bit.ly/2boSVHO

iOS: http://apple.co/2ccsIMP

 

Sobre o MobiLab e o programa de residência:

O MobiLab – Laboratório de Mobilidade Urbana da cidade de São Paulo, busca o desenvolvimento de soluções para melhoria da gestão da mobilidade urbana e o fomento de iniciativas que contribuam com inovação, transparência e participação da sociedade civil. Um de seus programas é o Residência MobiLab, que está em sua 1a edição e abriga atualmente 8 startups que desenvolvem soluções tecnológicas com potencial de impacto positivo nos desafios relacionados à melhoria da mobilidade urbana na cidade de São Paulo. A 2a edição está prevista para ser lançada no mês de setembro/16.

Agentes de trânsito da CET e GCM recebem treinamento sobre segurança viária

 

Nos dias 20 a 23 de junho, estamos realizando no MobiLab, em parceira com a Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito e a GRSP (Global Road Safety Partnership) uma série de masterclasses sobre os “Fundamentos de Segurança Viária e da Fiscalização Estratégica Baseada em Dados” para, ao todo, mais de 200 agentes de trânsito da CET e da GCM.

Essa atividade faz parte de uma serie de ações de aprimoramento e de capacitação contínuos das políticas de segurança viária feitas pela Prefeitura de São Paulo com a Iniciativa Bloomberg, apoiada pelo MobiLab e parceiros.
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Quanto mais bicicletas nas ruas, maior a nossa capacidade de salvar vidas

Oficina realizada em São Paulo mostrou como a mobilidade ativa impacta positivamente a segurança viária nas cidades – via WRI Brasil Cidades Sustentáveis.

O MobiLab foi criado há dois anos para ser um laboratório de soluções para a mobilidade urbana de São Paulo. Baseado em três pilares – inovação, transparência e participação social -, é de de lá que saem inovações tecnológicas que ajudam a melhorar a gestão de transportes e do trânsito da capital paulista, além de ser uma das iniciativas que levaram a cidade a vencer o prêmio internacional MobiPrize em 2014. Foi nesse ambiente, marcado pela busca de inovação, que cerca de 80 técnicos da Prefeitura de São Paulo e representantes de organizações da sociedade civil receberam nesta sexta-feira (3) a oficina de mobilidade ativa organizada pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis, em parceria com o ITDP Brasil e a Nacto. O evento integrou as atividades daIniciativa para a Segurança Viária Global da Bloomberg Philanthropies, para a qual São Paulo foi uma das dez cidades selecionadas em todo o mundo.

Brenda Medeiros, Gerente de Mobilidade Urbana do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, explicou como a segurança viária está diretamente relacionada ao uso da bicicleta. Quanto mais altos os índices de uso do modal e quanto mais infraestrutura cicloviária a cidade oferece, mais baixos tendem a ser o número de acidentes e mortes de ciclistas. “A relação é clara: quanto mais bicicletas estiverem circulando na cidade, maior a nossa capacidade de salvar vidas”, afirma a especialista.

Acidentes de trânsito são a maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos no mundo. No caso de acidentes envolvendo ciclistas, a maioria envolve colisões frontais e acontece em cruzamentos. A informação é um indicativo da necessidade de mudanças estruturais nas cidades, para que possam acomodar e estimular o uso da bicicleta. “O ônibus é mais seguro que o carro. Caminhar e andar de bicicleta é mais seguro do que usar o carro. Nós precisamos fazer as mudanças necessárias nas cidades para provocar uma retomada desse comportamento. É uma decisão de o que será prioridade. Se continuarmos a construir viadutos, mais espaço abriremos para os carros e mais carros estarão nas ruas”, completa Brenda.

Brenda Medeiros: mais bicicletas, mais segurança (Foto: WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

O uso da bicicleta como meio de transporte depende de um ambiente viário pensado para que esse modo seja de fato uma opção viável. Em outras palavras, o desenho urbano precisa ser feito priorizando as pessoas – considerar os usuários mais vulneráveis da via é essencial para criar um ambiente seguro. É o que explica Skye Duncan, Diretora de Design Viário da Nacto: “Construir ruas feitas para as pessoas significa parar de fazer o que fizemos pelos últimos 50 anos e criar ambientes que deixem de priorizar os veículos”. Todos os anos, 1,25 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito. Esse número, conforme explica a especialista, equivale a uma morte a cada 30 segundos. “Essas mortes são muitas vezes prematuras e poderiam ser evitadas. E nós sabemos o que precisamos fazer para evitá-las. É o que busca o princípio da visão zero: nenhuma vida perdida é aceitável”, ressalta Skye.

Skye Duncan: as ruas precisam ser construídas para as pessoas e não para os carros (Foto: WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

O investimento em infraestruturas para o uso da bicicleta como meio de transporte pode levar as cidades a uma economia de trilhões de dólares, além de ser uma forma de tornar o ambiente urbano mais seguro e atrativo para as pessoas. Nick Falbo, Planejador Sênior da Alta Planning, foi um dos convidados da oficina e apresentou boas práticas de instalação de infraestrutura cicloviária nas cidades. “O desenho viário precisa ser pensado para que na prática a segurança dos ciclistas seja garantida. Minimizar a exposição a conflitos, reduzir limites de velocidade e priorizar ciclistas e pedestres nos cruzamentos são alguns exemplos de como isso pode ser feito”, explica.

Como morador de Portland, cidade dos Estados Unidos que viu o uso da bicicleta crescer de forma significativa nos últimos anos, Nick acredita que a priorização dos modos ativos de transporte é uma importante medida para tornar as cidades lugares melhores e destaca alguns elementos essenciais nesse processo:

  • planejamento de uma rede cicloviária integrada e eficiente para que os ciclistas possam chegar aonde quiserem na cidade;
  • ciclovias seguras e protegidas, que encorajem as pessoas a utilizarem a bicicleta;
  • prioridade aos pedestres e ciclistas em vias, sinalizações e cruzamentos.

“As pessoas costumam dizer: “Aqui não é Amsterdã”. O que elas esquecem é que as mudanças precisam de tempo para chegar aos bons resultados que vemos hoje em cidades como Amsterdã. Mas são mudanças possíveis”, assegura o especialista.

Nick Falbo: cruzamentos seguros e prioridade para a mobilidade ativa (Foto: WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

De São Paulo a Fortaleza

Fortaleza e São Paulo são as duas cidades brasileiras dentro da Iniciativa para a Segurança Viária Global da Bloomberg Philanthropies. Ambas as capitais estão recebendo apoio para implementar soluções e infraestrutura com o objetivo de reduzir o número de acidentes e mortes no trânsito. A qualificação do ambiente urbano para o uso da bicicleta como meio de transporte é uma das frentes de ação para atingir resultados positivos.

No caso de São Paulo, a malha cicloviária passou por um crescimento substancial nos últimos anos, e o planejamento cicloviário é, hoje, um dos eixos temáticos do Plano de Mobilidade da cidade. Suzana Leite Nogueira, do Departamento Cicloviário da CETSP, apresentou aos presentes um panorama da presença da bicicleta na capital paulista. A especialista explica que, muitas vezes, algumas infrações são cometidas em decorrência das condições viárias do ambiente e ressalta a importância de adequar o desenho urbano à circulação das bicicletas. Embora existam diferentes tipologias para a implementação de infraestrutura cicloviária – ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas – Suzana explica que “não existe um tipo certo. É preciso analisar, em cada caso, o local onde será implementada a estrutura. Mas sempre com um objetivo: construir uma rede cicloviária conectada e integrada”.

Ciclovia em São Paulo (Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Thiago Benicchio, Gerente de Transportes Ativos do ITDP Brasil, apresentou um histórico da bicicleta em São Paulo. Desde a primeira legislação sobre o tema, que data de 1990, muitos avanços já foram implementados, como a instituição de grupos de trabalho e órgãos municipais específicos da área. Com o novo Plano Diretor Estratégico, veio a previsão de 30% dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano à mobilidade sustentável na cidade. “Ainda temos um longo caminho pela frente, mas todas essas mudanças ajudaram a trazer novos ciclistas e a contribuir para que a sociedade entenda a presença da bicicleta na cidade como normal e necessária e não como algo exótico e marginalizado como costumava ser até pouco tempo atrás”, avalia.

Fortaleza, igualmente, vive um cenário promissor no que diz respeito à bicicleta. É na capital cearense, por exemplo, que está o sistema de compartilhamento de bicicletas mais utilizado do país entre as capitais, com um milhão de viagens registradas em um ano e meio de operação. Gustavo Pinheiro Lessa Parente faz parte da equipe do Programa de Ações Imediatas de Trânsito e Transportes de Fortaleza (PAITT), criado pela prefeitura em 2013 para implementar ações para a promoção do uso da bicicleta, e trouxe ao público da oficina um pouco do contexto das bicicletas na capital cearense. No final de 2014, a cidade lançou seu Plano Cicloviário, que prevê a construção de 524 quilômetros de malha cicloviária, além a instalação de infraestruturas e facilidades para ciclistas, como bicicletários e paraciclos. Fortaleza também vem investindo em pesquisas volumétricas e, a partir desses levantamentos, percebeu o aumento no número de ciclistas.

Ciclovia na orla em Fortaleza (Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Depois de uma densa manhã de informações, à tarde os participantes retornam para uma rodada de atividades práticas em que terão a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos. São Paulo já está no caminho certo e, se o trabalho feito até aqui tiver continuidade, a tendência é que a cidade evolua ainda mais, acredita Skye: “As mudanças não caem do céu nem acontecem por acaso. As cidades do mundo que registram números positivos de uso da bicicleta percorreram um longo caminho para estar onde estão hoje. São Paulo aumentou sua rede cicloviária em 500% em três anos. É assim que as mudanças começam”.

Cerca de 80 pessoas acompanharam os debates da manhã na Oficina de Mobilidade Ativa (Foto: WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Desenho Urbano e Segurança Viária: requalificação de áreas de baixa velocidade em São Miguel Paulista

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O número de mortes no trânsito na cidade de São Paulo caiu cerca de 21,4% durante a maior parte do ano de 2015, quando comparado ao mesmo período de 2014. É o que aponta estudo produzido pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Foi justamente nesse período que a Prefeitura fortaleceu a política de redução dos limites de velocidade para 50Km/h nas marginais Tietê e Pinheiros, importantes vias de acesso à cidade. Medidas como esta devem ser apenas o início para afastar o Brasil de uma liderança preocupante. Atualmente, o país ocupa a quarta posição no ranking dos países que mais matam no trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A diminuição da velocidade nas vias tem relação direta com a redução da gravidade das colisões e atropelamentos no trânsito (saiba mais na publicação Impactos da Redução dos Limites de Velocidade em Áreas Urbanas, da WRI Brasil Cidades Sustentáveis). Por isso, o ITDP Brasil,Bloomberg Initiative for Global Road Safety (BIGRS), a WRI Brasil Cidades Sustentáveis, National Association of City Transportation Officials (NACTO)  e MobiLab realizaram no início de fevereiro de 2016, o encontro Desenho Urbano e Segurança Viária: Requalificação de áreas de baixa velocidade. A atividade, que aconteceu na sede do MobiLab, da Prefeitura de São Paulo, reuniu cerca de 100 participantes em uma apresentação aberta ao público.

“O projeto da Área 40 foi lançado com o objetivo de melhorar a segurança de pedestres e ciclistas, os mais vulneráveis no trânsito. Precisamos rever o foco dos investimentos em mobilidade e redesenhar nossas ruas e cidades para que pedestres e ciclistas possam se deslocar em segurança”, explica Danielle Hoppe, gerente de Gestão da Demanda do ITDP Brasil.

A oficina, nos dias seguintes ao encontro, reuniu 23 especialistas e técnicos para colaborarem com o projeto de requalificação urbana e segurança viária da área 40 de São Miguel Paulista.
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O principal objetivo da oficina foi oferecer subsídios técnicos para a criação de um ambiente seguro ao deslocamento de pedestres, alinhado com estratégias de políticas públicas que colaboram para redução das mortes no trânsito. “Os números (de mortes no trânsito) são assustadoramente altos e precisamos trabalhar duro para que isso chegue ao fim. Uma pessoa morre a cada 30 segundos no mundo vítima de ocorrências do trânsito”, analisa Skye Duncan, diretora da NACTO que esteve em São Paulo participando da oficina. Skye falou sobre o guia com conceitos de desenho urbano que será lançando pela NACTO ainda esse ano e afirmou que a cidade de São Paulo está começando a olhar para o pedestre e para o ciclistas ao mesmo tempo que diversas outras cidades ao redor do mundo estão fazendo o mesmo movimento de proteção à vida. “Precisamos dar um basta  e não permitir que isso continue acontecendo”, ponderou Skye.

Como parte importante das atividades do encontro, a região de São Miguel Paulista, local onde acontecerão as primeiras intervenções doProjeto de Requalificação de Áreas 40, recebeu a visita dos participantes, divididos em grupos de trabalhos, para um diagnóstico das condições locais. “A caminhada na área de estudo mostrou o quão urgentes são as intervenções. As ruas de São Miguel Paulista têm uso comercial e fluxo de pedestres intenso. As pessoas precisam disputar o espaço nas ruas com automóveis, ônibus e caminhões em altas velocidades”, destaca Glauston Pinheiro, coordenador de Transportes Ativos do ITDP Brasil.

As chamadas Zonas de 30 km/h –  e suas variações, como as Zonas 20 e Zonas 40 – são baseadas em uma forte hierarquização do uso das vias e são uma opção para moderar o tráfego, aumentar a segurança viária e melhorar a qualidade ambiental de áreas pré-determinadas. A Zona 30 reforçam a coerência entre uso, forma e função das vias locais.

“O risco de morte cresce exponencialmente de acordo com o aumento da velocidade. Por isso, a redução da velocidade nas áreas urbanas é um fator muito importante para a segurança viária e um avanço nas políticas de priorização do pedestre em relação ao motorizados”, explica Marta Obelheiro, coordenadora de projetos de Segurança Viária do WRI Brasil Cidades Sustentáveis.

A criação de zonas de tráfego moderado tende a melhorar a qualidade de vida nos bairros onde elas são implementadas. As atividades próprias de uma rua de bairro (conversar, jogar, estar, entre outras) tendem a ressurgir quando a sensação de risco e perigo trazida pelo trânsito de alta velocidade desaparece.

Após o levantamento de campo, os participantes da oficina trabalharam no detalhamento de uma proposta preliminar para a área.  Atualmente, São Paulo possui onze Áreas 40, totalizando 15 km2 de zonas de velocidade reduzida onde o limite máximo de velocidade é de 40 km/h ou menos.  A oficina propôs a implementação de medidas de moderação de tráfego para requalificar e garantir a redução da velocidade de circulação de veículos nessas áreas pré-determinadas. Saiba mais sobre o Áreas 40, que já está em implementação, aqui.

Tivemos um enriquecedor debate sobre como empreender em mobilidade urbana

Na última segunda (9) realizamos nosso evento “Possibilidades e desafios para empreender em mobilidade urbana” com 6 startups e quase 40 participantes. Durante 3 horas foram debatidos temas variados, que foram desde como elaborar um modelo de negócios para começar um serviço até discussão sobre veículos autônomos.

Participantes (em ordem): Danilo Picucci e André Arcas (Woole); Fernanda Biolchini (Co.Bike); Marcelo Sakai (Mobicity); Gustavo Gracitelli (bynd); Conrado Ramires (Pegcar); e Gabriel Araújo (Muvall).

Incentivar a integração de novas tecnologias de informação à mobilidade urbana foi um dos desafios propostos por jovens empreendedores de startups no MobiLab. O evento fechou o ciclo de encontros sobre inovações no campo digital da São Paulo Tech Week.

O tema de mobilidade urbana sempre esteve em alta na cidade de São Paulo. Todos sabem que é imprescindível o investimento em infraestrutura para os diversos modais que compõem a mobilidade urbana, como ciclovias, faixas e corredores de ônibus, bicicletários, rede semafórica, calçadas, etc. Entretanto, outra diretriz importante é a inovação tecnológica para que a gestão de trânsito e transporte possa melhorar a cada dia, com soluções que promovam a melhoria nos deslocamentos dos cidadãos na cidade, tornando mais fácil e agradável vivenciar a cidade.

Gabriel Araújo, estudante de 20 anos, explicou ao público sobre uma das funções do Muvall, aplicativo criado por ele. “Eu usei os dados do Olho Vivo para informar a pessoa que estiver num raio de 2 km a localização e o horário do ônibus que ela vai usar”. Ele criou o programa para concorrer a uma premiação oferecida por uma empresa automobilística em outubro deste ano. A aplicação Olho Vivo Na Via, disponível no site da SPTrans e utilizada por Araújo, indica o mapa de fluidez do transporte coletivo em tempo real via dados de GPS’s instalados nos veículos.

Os sistemas que auxiliam a SPTrans e a CET, como as câmeras que monitoram o trânsito, os semáforos, os GPS’s, dentre outros, geram, juntos, centenas de milhares de dados diariamente. Todas essas informações são exploradas e esmiuçadas para, depois, serem aproveitadas na criação de soluções tecnológicas modernas desenvolvidas com o auxílio do MobiLab.

Desde março de 2014, quando o governo aberto tornou-se uma das prioridades da atual gestão na cidade, incorporando princípios essenciais como transparência, inovação tecnológica e integridade, a SMT, por intermédio do MobiLab, abriu seus dados viabilizando a criação de novas alternativas para a melhoria da qualidade do trânsito, do transporte e de toda a mobilidade urbana em São Paulo. O Coletivo da Madrugada, Moovit e Cadê o Ônibus são exemplos de aplicativos que usufruíram desta ação.

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Nosso evento fez parte da São Paulo Tech Week, que é um movimento que valoriza o DNA criativo, inovador e empreendedor de São Paulo. No período de 03 a 09 de novembro São Paulo foi palco de iniciativas e eventos dinâmicos, atraindo e conectando milhares de talentos, empreendedores e investidores, e posicionando São Paulo como um hub global de inovação.


Reportagem SPTrans: clique aqui.

Fotos: Sidnei Santos